VIDA QUE SEGUE
Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2019
VIDA QUE SEGUE
Por ROSA RISCALA (@rosa_riscala)*
… PMI na zona do euro e nos EUA, negociações comerciais com a China e desaceleração global, que leva o FED a trabalhar com juro estável. Aqui, IPCA-15, balanços e teleconferências, com influências pontuais na bolsa. Voltamos à rotina, com a reforma da Previdência nas mãos do Congresso. O desafio agora é buscar os votos. Não será fácil. Desse embate é que surgirão os humores que vão conduzir os mercados daqui para frente.
… O aperto nos servidores públicos, mais atingidos pela proposta de Paulo Guedes, projeta desde já alta pressão das corporações mais organizadas. O texto duro, no entanto, tem espaço para negociações e concessões.
… O mercado gostou de ver que a proposta foi enviada com uma economia de R$ 1,1 trilhão em dez anos, gostou de ver que Bolsonaro comprou a proposta do seu Posto Ipiranga e soube defendê-la na televisão.
… No pronunciamento em cadeia nacional, ontem à noite, o presidente foi muito bem, usando de sobriedade, firmeza e argumentos sensíveis à sociedade. “A Nova Previdência é mais justa e acabará com os privilégios”.
… A comunicação é o aspecto fundamental para conseguir o apoio popular que ajudará a pressionar o Congresso.
… É claro que ajustes ao texto existirão e já são considerados. Especialistas chegam aos mesmos resultados ao calcularem que o impacto fiscal sairá pela metade do pretendido, em torno de R$ 500 bilhões.
… E todos eles consideram que isso já estaria de muito bom tamanho para sinalizar o reequilíbrio das contas. O problema é que mesmo uma reforma “desidratada” nos níveis previstos não parece estar garantida.
… O governo está bastante atrasado nas articulações do Congresso, foi surpreendido com uma crise às vésperas de enviar a reforma, não tem líderes e articuladores habilidosos e o bom senso recomenda cautela.
… Otimistas, fundos locais até podem se arriscar pelo recorde sonhado dos 100 mil pontos do Ibovespa, mas os estrangeiros devem esperar para ver. Pelo menos, até que as negociações avancem e deem mais segurança.
GUEDES – O ministro estará hoje em São Paulo para uma série de encontros de apresentação da proposta da reforma da Previdência com sindicalistas, empresários e representantes do mercado financeiro.
MAIS AGENDA – O IPCA-15 (9h) deve acelerar contra fevereiro (+0,30%), para 0,35% na mediana de pesquisa Broadcast. Em SP, Ilan participa de evento no final da tarde (18h) no Centro de Debates de Políticas Públicas.
BALANÇOS – Antes da abertura, tem Gerdau. Após o fechamento: B3, Suzano, Hypera, Localiza, Magazine Luiza, Multiplan, Natura e CVC. Teleconferências: Gerdau e Pão de Açúcar (10h30), Ultrapar e Weg (11h) e CSN (12h).
LÁ FORA – Tem ata do BCE às 9h30. Entre os indicadores, a leitura preliminar deste mês do PMI composto é destaque nos EUA (11h45) e zona do euro (5h). Às 10h30, saem as encomendas de bens duráveis (dezembro).
… Ao meio-dia, o Conference Board solta o índice de indicadores antecedentes de janeiro, com previsão de alta de 0,1%. No mesmo horário, saem as vendas de moradias usadas no mês passado. Estimativa é de avanço de 0,6%.
… Sem direito a voto, o FED boy Raphael Bostic discursa às 9h50 sobre as perspectivas para a política monetária.
CADASTRO POSITIVO – A Câmara concluiu ontem à noite a votação dos destaques ao projeto de lei que dispensa autorização prévia para incluir consumidor em banco de dados de “bom pagador”. O texto segue agora ao Senado.
A HORA DA VERDADE – Apesar dos elogios do mercado à reforma ambiciosa apresentada ao Congresso, em condições de atacar com firmeza a fragilidade fiscal, o texto não foi suficiente para bancar o entusiasmo.
… O mercado sabe que, daqui para frente, a Previdência entra em uma nova etapa, com o desafio do governo em construir a base de apoio necessária. A desarticulação política sugere espaço maior para o Legislativo diluir o texto.
… A partir de agora, o mercado deverá reagir às chances de aprovação da reforma, e esse trâmite levará um bom tempo, já que a proposta deverá ser discutida na CCJ e Comissão Especial, obedecendo todos os ritos regimentais.
… Na melhor hipótese, a votação em plenário deve acontecer no final de maio. Até lá, as notícias vão evoluir em relação às negociações, que devem ir ajustando a proposta e alterando o fôlego dos mercados no dia a dia.
… Assim, o Ibovespa, que passou a maior parte do pregão no zero a zero, acabou arrastado pela ata do FED, que deu o start para o fechamento em queda, ao citar o Brasil como mercado que preocupa pela desaceleração.
… A fraqueza da economia doméstica foi mencionada junto com a do México, China e países europeus.
SUBIU PRA CAIR – Pela manhã, o índice à vista da bolsa flertou com a máxima histórica e cravou 98.543,68 pontos (+0,90%), mas absorveu a euforia e virou com o FED, para fechar na mínima de 96.544,81 pontos, queda de 1,14%.
… Do mesmo modo, o dólar, que furou R$ 3,70 mais cedo, voltou a R$ 3,7319 (+0,42%) no fechamento, pressionou os juros futuros nos minutos finais do pregão regular e ampliou os prêmios da curva na sessão estendida.
… Na BM&F, o contrato DI para jan/20 pagou 6,425% (de 6,380%), jan/21, 7,090% (de 6,991%), jan/23, 8,200% (de 8,062%) e jan/25, 8,720% (de 8,561%). O contrato mais longo, jan/27, superou os 9%, a 9,050% (de 8,980%).
… Na bolsa, exceto Vale ON (+0,68%, R$ 45,80) e as siderúrgicas – CSN ON liderou as altas (+3,74%) – as blue chips caíram: BB ON, -2,83%, Bradesco PN, -1,65%, a R$ 44,58, Itaú PN, -1,27%, a R$ 37,27, e Santander unit, – 1,98%.
… Ainda Petrobras PN caiu 1,24%, cotada a R$ 27,04, e Petrobras ON fechou estável, negociada a R$ 31,26, desperdiçando o gás do petróleo, que emplacou a sexta alta consecutiva e renovou as máximas em três meses.
… O Brent (abril) subiu 0,95%, a US$ 67,08, e o WTI (+1,26%) foi a US$ 57,16, sustentados pela esperança de desfecho positivo da trade war e pelo dólar fraco, que torna o preço da commodity mais convidativo.
… No pano de fundo, seguem animando as evidências de que a Opep está cumprindo à risca o pacto de corte na produção selado no final do ano passado. À noite, o API estimou alta semanal de 1,255 milhão de barris nos EUA.
… Hoje (13h), saem os estoques do DoE, com previsão de crescimento de 2,6 milhões de barris.
CAMPO MINADO – Na ata do FED, não faltaram focos de risco à expansão da economia americana:
… Desaceleração econômica na China e na Europa, Brexit, aperto das condições financeiras, perda de força dos estímulos fiscais nos EUA, tensões comerciais e a paralisação parcial do governo americano (shutdown).
… No primeiro impacto, as ameaças apontadas para a pausa do juro pelo FOMC impuseram forte volatilidade aos negócios e causaram desconforto nas bolsas em Wall Street, que zeraram os ganhos ensaiados mais cedo.
… Já na segunda leitura da ata, os investidores acabaram gostando de o texto ter sinalizado que o BC norte-americano deve interromper o processo de redução de seu balanço de ativos antes do prazo previsto, “em breve”.
… A expressão lançou especulações de corte no portfólio de ativos no final deste ano, ao invés de em 2021.
… Wall Street se apegou a este sinal dovish para retomar leve alta. O Dow Jones subiu 0,25%, a 25.955,19 pontos, S&P 500 avançou 0,18%, a 2.784,73 pontos, e Nasdaq fechou perto da estabilidade (+0,03%), em 7.498,07 pontos.
RACHA NO FED – Já os Treasuries e dólar olharam outro detalhe da ata, que sugere uma divisão interna no FOMC.
… Colocando em xeque a pausa prolongada no juro, “muitos dirigentes observaram que, se a incerteza diminuir, o FED precisaria reavaliar a caracterização da política monetária como paciente”, indicou o documento.
… O trecho resgatou apostas de um ou até dois apertos monetários este ano, dependendo da evolução do cenário econômico global. O yield da Note de dez anos avançou de leve, para 2,641%, contra 2,639% no pregão da véspera.
… Os sinais de que os falcões não estão fora do jogo também garantiram algum fôlego do dólar contra seus principais concorrentes, o iene (110,83/US$), o euro (US$ 1,1345) e a libra esterlina (US$ 1,3060).
… Seja como for, entre os contratos futuros dos FED Funds, subiu de 86,1% para 92,5% a probabilidade de que o juro americano fique onde está até o fim do ano, sob os efeitos colaterais do esfriamento da economia mundial.
JAPÃO HOJE – Em mais um sinal de alerta sobre recessão, o PMI do setor industrial japonês caiu abaixo de 50 pontos em fevereiro (48,5), indicando contração da atividade econômica pela primeira vez desde agosto de 2016.
… O resultado contrariou a expectativa dos analistas, que esperavam alta para 51,8 pontos do indicador.
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EM TEMPO… Agência reguladora determinou à VALE suspender atividade em complexo Fábrica e Vargem Grande.
CSN registrou lucro líquido de R$ 1,772 bilhão no 4TRI, valor quase cinco vezes maior que um ano antes…
… A empresa fechou acordo para fornecimento de longo prazo de minério de ferro à Glencore…
… Em fato relevante, a companhia afirma que a transação envolve um pré-pagamento de US$ 500 milhões.
ULTRAPAR. O lucro líquido no 4TRI, de R$ 496 milhões, ficou 60% acima da média das estimativas do mercado…
… Conselho aprovou pagamento de R$ 380,3 milhões de dividendos remanescentes (R$ 0,70/ON). Ex dia 1/3…
… Também foi aprovada a proposta da companhia de desdobramento de ações na proporção de uma para duas.
GRUPO PÃO DE AÇÚCAR teve lucro nas operações continuadas de R$ 528 milhões no 4TRI, salto de 155,1%…
… Número não embute Via Varejo, contabilizada como operação descontinuada, já que GPA está vendendo fatia…
… Na próxima 2ªF (dia 25), o GPA vencerá mais 3,09% da Via Varejo por meio de leilão na B3.
AREZZO encerrou o 4TRI com lucro líquido de R$ 42,243 milhões, o que representa uma queda de 23,7%…
… Conselho aprovou o pagamento de dividendos intermediários de R$ 0,8310 por ação ON. Ex dia 27.
GAFISA. Grupo GWI, que já chegou a atingir mais de 50% de participação, passou a deter menos de 5% das ações.
EZTEC. Conselho de administração aprovou a aquisição de participação societária na Phaser SPE por R$ 58 milhões.
CIELO. O conselho de administração aprovou dois novos programas de recompra, de até 2,170 milhões de ações.
BRF. A S&P rebaixou o rating de ‘BB’ para ‘BB-‘. A perspectiva é estável.
MINERVA reiterou que a abertura de capital da subsidiária Athena Foods no Chile deve acontecer até abril.
ELETROPAULO. S&P retirou a nota BB+ em escala global e a nota brAAA em escala nacional, a pedido da empresa.
COPEL. Conselho aprovou Cassio Santana da Silva como Diretor de Desenvolvimento de Negócios.
SANTOS BRASIL informou que fará 4ª emissão de debêntures simples, de R$ 300 milhões, com esforços restritos.
BOLSAS DA ÁSIA: MERCADOS FECHAM MISTOS, APÓS ATA DO FED E DE OLHO EM EUA-CHINA
São Paulo, 21/02/2019 – As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com investidores digerindo a última ata de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e aguardando o início da fase mais crucial das negociações comerciais desta semana entre Estados Unidos e China, em Washington.
Na ata de sua reunião de janeiro, o Fed mostrou ontem que seus dirigentes estão divididos quanto à necessidade de elevar os juros básicos este ano, embora persistam incertezas, como a possibilidade de uma desaceleração da economia global mais forte do que se esperava e o rápido arrefecimento dos estímulos da political fiscal praticada nos EUA.
O Fed, no entanto, reiterou que pretende ser “paciente” antes de voltar a ajustar juros. No ano passado, o BC americano elevou as taxas em quatro ocasiões.
Investidores na Ásia e em outras partes do mundo também continuam atentos às discussões comerciais entre americanos e chineses que acontecem esta semana em Washington. Funcionários de governo de alto escalão de ambos os lados vão se juntar às conversas nesta quinta e devem concluir as discussões amanhã.
O presidente dos EUA, Donald Trump, vem dando sinalizações desde a semana passada de que deseja fechar um acordo comercial com a China. Na terça-feira (19), ele voltou a sugerir que poderá adiar o prazo de 1º de março para que os dois lados cheguem a um entendimento.
Os mercados chineses terminaram o pregão de hoje no vermelho, revertendo ganhos de mais cedo, após relatos de que o porto chinês de Dalian teria suspendido importações de carvão da Austrália. O índice Xangai Composto teve queda de 0,34%, a 2.751,80 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,27%, a 1.444,35 pontos.
Já o Nikkei subiu 0,15% em Tóquio, a 21.464,23 pontos, renovando máxima em dois meses. No começo dos negócios, porém, o índice japonês reagiu em queda a dados da IHS Markit mostrando que a atividade manufatureira no Japão passou a se contrair em fevereiro.
Em outras partes da região asiática, o Hang Seng avançou 0,41% em Hong Kongh hoje, a 28.629,92 pontos, – com destaque para a Lenovo (+11,9%), maior fabricante mundial de computadores que voltou a lucrar no trimestre encerrado em dezembro -, e o Taiex subiu 0,46% em Taiwan, a 10.319,53 pontos, mas o sul-coreano Kospi teve baixa marginal de 0,05% em Seul, a 2.228,66 pontos, pressionado por ações de construtoras e de grupos farmacêuticos, e embora sua blue-chip Samsung Electronics tenha subido 0,10% após anunciar ontem novos smartphones da linha Galaxy S10.
Na Oceania, a bolsa australiana reverteu perdas da sessão anterior e atingiu o maior nível em quatro meses e meio, graças ao bom desempenho de papéis de grandes bancos domésticos. O S&P/ASX 200 avançou 0,70% em Sydney, a 6.139,20 pontos. (Sergio Caldas, com informações da Dow Jones Newswires – sergio.caldas@estadao.com)
PSC: NA TV, BOLSONARO DIZ QUE PREVIDÊNCIA ‘SERÁ JUSTA PARA TODOS’; CCJ SERÁ INSTALADA NA TERÇA
São Paulo, 21/02/2019 – Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV ontem à noite, o presidente Jair Bolsonaro defendeu a proposta de reforma da Previdência encaminhada ao Congresso Nacional para “um amplo debate social”. “Estamos determinados a mudar o rumo do nosso País”, disse. “Encaminhamos ontem [terça-feira] ao Congresso um pacote anticrime e hoje [quarta-feira] iniciamos o processo de criação de uma nova Previdência.”
Segundo o presidente, “é fundamental equilibrarmos as contas do País para que o sistema não quebre, como já aconteceu com outros países e em alguns Estados brasileiros”. Bolsonaro ressaltou que “precisamos garantir que, hoje e sempre, todos receberão seus benefícios em dia e o governo tenha recursos para ampliar investimentos na melhoria de vida da população e na geração de empregos”.
“A nova Previdência será justa para todos, sem privilégios. Ricos e pobres, servidores públicos, políticos ou trabalhadores privados, todos seguirão as mesmas regras de idade e tempo de contribuição. Também haverá a reforma dos sistemas de proteção social dos militares”, acrescentou.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que irá determinar a instalação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa na próxima terça-feira (26) para iniciar a tramitação da reforma da Previdência. Maia destacou que a ida do presidente Jair Bolsonaro ao Congresso na manhã de ontem para entregar a proposta de reforma melhora os ânimos da Casa. Sua previsão é de que a reforma pode ser aprovada pelos deputados até o fim do primeiro semestre, mas terá que enfrentar o que é, em sua opinião, o maior problema no Legislativo: a comunicação.
A CCJ é o principal colegiado porque é por onde passam todos os projetos que chegam ao Congresso. Ela ficará sob o comando do PSL, maior partido da Casa e única sigla a ser considerada, até agora, como da base do governo. O partido, no entanto, ainda não definiu quem indicará para o posto. Quatro integrantes disputam a indicação.
De acordo com Maia, se tudo ocorrer como ele está prevendo, a comissão especial será criada assim que a proposta passar pela admissibilidade da CCJ e poderá ser aprovada ainda no primeiro semestre. “Poderemos terminar o semestre com a matéria discutida com a sociedade, mostrando de fato qual é a proposta, o que a Câmara vai avançar, vai incluir, vai retirar”, disse.
O governo projeta uma economia de R$ 4,497 trilhões em 20 anos com a proposta de reforma da Previdência. A estimativa consta na exposição de motivos da proposta. Os dados mostram que a maior parte da economia virá com as mudanças nas regras do INSS: R$ 3,449 trilhões. Já as alterações nas regras para os servidores da União darão uma economia de R$ 413,5 bilhões. Outros R$ 651,2 bilhões serão economizados com as mudanças no BPC, benefício para idosos de baixa renda e abono salarial. Em dez anos, a economia prevista é R$ de 1,1 trilhão.
Telegráficas
Cadastro positivo. A Câmara dos Deputados concluiu ontem à noite a votação dos destaques apresentados ao projeto de lei que cria o novo cadastro positivo de crédito. O texto será enviado para nova análise do Senado. O projeto torna compulsória a entrada no cadastro positivo de todas as pessoas físicas e jurídicas, com a criação de um banco de dados sobre informações dos pagamentos em dia e de empréstimos quitados. Pela lei atual, de 2011, o cadastro é formado apenas por consumidores que solicitam a inclusão no banco de dados – o que, na prática, o torna irrelevante para análise de crédito. Com o texto aprovado na Câmara, a inclusão no cadastro será automática, sendo que o consumidor que quiser sair terá que solicitar a exclusão.
“Banco de talentos”. Durante reunião com a bancada do PSL, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que está sendo criado um “banco de talentos” no qual os parlamentares da base poderão indicar nomes e currículos para ocuparem vagas nos segundos e terceiros escalões do governo federal nos Estados. A plataforma, que deverá ficar pronta depois do Carnaval, será construída pela Controladoria-Geral da União e será aberta a qualquer cidadão.
Áudio. Um áudio de uma conversa entre o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, com Jair Bolsonaro mostra que o titular da Casa Civil foi “escalado” pelo presidente para discutir com Gustavo Bebianno como ficam os processos judiciais em que o ex-ministro (que é advogado de formação) representa o presidente. O áudio foi vazado porque Onyx “acidentalmente” ligou para um repórter de O Globo enquanto conversava com Bolsonaro.
Brexit. A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, se reuniu com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, para avaliar a possibilidade de novas alterações no acordo do Brexit. O objetivo de May é encontrar um consenso que permita a saída do Reino Unido da União Europeia sem consequências abruptas para ambos. O encontro aconteceu em Bruxelas, na Bélgica, e, segundo comunicado conjunto, as duas autoridades concordaram em sentar para uma nova discussão antes do final deste mês.
Trump. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o governo do país está tentando fechar um acordo comercial com a União Europeia e, caso a negociação não tenha êxito, serão impostas tarifas sobre os automóveis produzidos no bloco. “Se não fizermos o acordo, aplicaremos as tarifas”, disse Trump durante reunião com o chanceler austríaco, Sebastian Kurz, na Casa Branca.
(Eulina Oliveira – eulina.oliveira@estadao.com)